Estudar na Argentina para estrangeiros: dicas e macetes
Buscando novos rumos na carreira? Esse guia de estudar na Argentina para estrangeiros pode dar um help!
Pensando em se mandar para Buenos Aires, Córdoba, Rosario ou La Plata para estudar em alguma faculdade top? A Argentina é show para estrangeiros pela educação acessível e de qualidade. Tem uma cultura loca, paisagens de tirar o fôlego, um climão e um território cheio de surpresas. Fazer curso aqui é ideal para desbravar os cantos e encantos do país. A gente sabe que o processo pode parecer meio complicado… esquenta não! Mostramos como estudar na Argentina para estrangeiros com um passo a passo bem maneiro.
Sai um rolê rapidinho pelo sistema de ensino, documentos que precisa pra estudar, como escolher faculdade? Tirar visto, se mudar e se acostumar com a vida local? Valeu. A gente também repassa o custo de vida, como validar diploma, cravamos cursos online e bem mais.
Tudo para que você possa curtir e aproveitar ao máximo sua experiência acadêmica nesse paraíso da América Latina.
Como funciona o sistema de ensino na Argentina?
Antes de mergulharmos em como estudar na Argentina para gringos, vamos tirar uma foto de como funciona o sistema de ensino aqui. Ele é famoso por sua acessibilidade e qualidade. Tem baita estudantes de países vizinhos escolhendo universidades argentinas para se profissionalizarem.
O sistema se divide em quatro níveis, com opções públicas e privadas: educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e ensino superior. A educação infantil é para crianças a partir de 45 dias de vida, mas só é obrigatória a partir dos quatro anos. O ensino fundamental e médio são obrigatórios para todos moradores. O superior não é obrigatório e inclui cursos de graduação, pós-graduação (especializações, mestrados e doutorados) e cursos técnicos.
O ensino superior na Argentina tem um montão de oportunidades para estudantes estrangeiros. O sistema universitário é conhecido por ser gratuito. Por isso que todo ano chegam milhares de estudantes de outros países, tipo da Bolívia, Peru, Paraguai e Colômbia.
Resumo dos níveis de ensino na Argentina
| Nível de ensino | Duração | Descrição | Idiomas de estudo |
|---|---|---|---|
| Educação infantil | Dos 45 dias aos cinco anos. | Obrigatória a partir dos quatro anos. Se dá em creches e jardins de infância públicos e privados. | Espanhol LATAM |
| Ensino fundamental | Seis a sete anos, dependendo da província | Obrigatório e gratuito nas escolas públicas. Termina com a obtenção do Certificado de Ensino Fundamental. | Espanhol LATAM, mas na maioria das escolas tem inglês no currículo e outros idiomas em algumas escolas particulares. |
| Ensino médio | Cinco a seis anos | Obrigatório e gratuito nas escolas públicas. Dá pra escolher entre diferentes áreas: Ensino geral, Negócios, Técnico ou Artístico. | Espanhol LATAM, mas na maioria das escolas tem inglês no currículo e outros idiomas em algumas escolas particulares. |
| Ensino superior | De dois a sete anos, dependendo do tipo de curso | Inclui cursos técnicos (dois a três anos), bacharelados e engenharias (quatro a seis anos), medicina (seis a sete anos), mestrados (um a dois anos) e doutorados (três a cinco anos). Se dá em mais de 130 universidades públicas e privadas que tem aqui. | Espanhol LATAM, mas muitas universidades têm cursos em inglês. Também tem cursos bilíngues em algumas instituições privadas, além de cursos de graduação e pós-graduação em francês e português. |
A faculdade pública continua sendo gratuita para estrangeiros na Argentina?
A gente botou essa parte porque o assunto deu pauta nos últimos meses do ano passado e no comecinho de 2025. Desde a última mudança de governo, o país está passando por transformações importantes em várias áreas, inclusive na educação para quem vem de fora.
No final do ano passado, o Governo Nacional anunciou que a faculdade pública não seria mais de graça para estrangeiros que não moram no país, dando autonomia para instituições cobrarem mensalidade dos estudantes internacionais. A medida rolou em 1 julho de 2025. Aí, você deverá pagar uma grana por mês se escolher faculdade pública. Igualzinho faria se escolhesse uma particular, valeu?
As universidades privadas na Argentina cobram mensalidades dos estudantes, sejam argentinos ou estrangeiros. Só que tem um monte de bolsas de estudo que dão uma força no orçamento dos estudantes.
Estrangeiros com residência temporária, mesmo em situação irregular, continuam tendo acesso gratuito à educação infantil, fundamental e média, pública e privada. O decreto respeita esse direito, já que essas etapas da educação são consideradas essenciais. O mesmo vale para nativos e estrangeiros com residência permanente, que continuarão tendo acesso gratuito à universidade.

Como estudar na Argentina para estrangeiros? Tramitando
Agora os requisitos para você que é de fora e quer estudar aqui. Essa é uma das coisas mais importantes para ficar de olho. Se não apresentar a papelada certinha pode complicar sua aventura acadêmica aqui. A gente recomenda ir juntando tudo o que precisa com antecedência.
Estrangeiros querendo estudar na Argentina precisam apresentar os seguintes documentos. Cuide que cada instituição pode pedir documentos extras. Cheque isso antes de tramitar e ajeitar tudinho:
- Documentação básica: inclui certidão de nascimento legalizada e com apostila, antecedentes criminais (para maiores de 16 anos) emitido pelo seu país de origem ou de onde morou nos últimos três anos. Mais passaporte ou RG dependendo do seu país.
- Visto de estudante: para ficar menos de 90 dias não precisa de visto, desde que seu passaporte seja de país que não exige esse documento. Cursos de curta duração tipo workshops, seminários ou cursos de idiomas nem sempre precisam de visto. Cursos com mais de três meses de duração? Aí precisam de visto.
- Carta de aceite da instituição de ensino: é um documento oficial emitido pela universidade ou centro de estudos onde vai estudar, confirmando que foi aceito e matriculado. Se for para uma instituição particular precisará do comprovante de pagamento da matrícula ou inscrição.
- Comprovante de que tem grana suficiente: considere gastos com moradia, alimentação, transporte, entre outros. Comprove que tem grana para sua estadia na Argentina durante o curso. Use extratos bancários, cartas de patrocínio ou documentos comprovando que você tem bolsa de estudos, por exemplo.
- Validação dos seus estudos anteriores: pra cursos de graduação e pós-graduação, você vai ter que apresentar seu diploma do ensino médio/superior legalizado e com apostila. Além disso, em alguns casos pode ser preciso fazer uma tradução juramentada pro espanhol.
- Plano de saúde: a mesma reforma que rolou dia 1 de Julho estabelece que todos estrangeiros querendo entrar na Argentina, não importa o motivo da visita, precisam apresentar plano de saúde e declaração juramentada comprovando cobertura. Isso vale também para estudantes estrangeiros.
Como estudar na Argentina para estrangeiros? Escolhendo
Beleza. Já sabe que documentos precisa apresentar para estudar na Argentina. Vamos cair no passo a passo de tudo o que precisa para escolher a faculdade até pegar o avião:
1- Avalie universidades e cursos na Argentina
O que quer estudar? Escolha entre as várias universidades e instituições de ensino que tem na Argentina. A oferta é gigante, a gente recomenda pesquisar bem cada instituição e o que ela oferece.
Entre as públicas tem a UBA (Universidade de Buenos Aires) e a Universidade Nacional de La Plata. As duas são fera, do melhor que tem na América Latina. As particulares cobram matrícula e mensalidades, mas podem ser mais flexíveis nos cursos. Entre as várias particulares do país tem a Universidade Torcuato Di Tella, super famosa.
Além da universidade deve escolher o curso. A gente sugere cair nos sites, buscar bem e comparar opções. Tem cursos de graduação (porta de entrada para diploma profissional), cursos rápidos e mais práticos. Esses duram entre três e seis meses e têm preços mais camaradas. Para ter uma ideia, estudar engenharia na UBA pode levar de cinco a seis anos. Um curso de marketing digital não dura mais de seis meses.
2- Revise opções de financiamento
Até pouco tempo atrás a Argentina era barata para quem vinha de fora e bem cara para nativos. Isso por causa da desvalorização do peso argentino e das diferentes cotações do dólar. Já não é bem assim não: a inflação está um pouco mais baixa e o peso argentino começou se valorizando. A Argentina ficou mais cara por causa da menor diferença entre dólar oficial e dólar blue (acessado no mercado paralelo). Não é fácil trocar pesos argentinos por dólar no mercado informal e isso encarece moradia, comida e transporte.
Se você vai estudar no país, dê uma olhada nas opções de financiamento das universidades. Muitas instituições de ensino têm bolsas de estudo parciais e integrais para cursos, graduações ou pós-graduações. Também tem programas tipo as bolsas do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da OEA cobrindo estudos na Argentina. Além disso, muitas instituições particulares dão a opção de pagar as mensalidades em parcelas.
Busque no site do Ministerio de Educación de Argentina para ficar por dentro das opções de bolsas para estudantes. Veja a oferta de cada universidade ou instituição de ensino.
3- Se inscreva em um programa de estudos na Argentina
Depois de escolher universidade, curso e pesquisar opções de financiamento é hora de se inscrever. O processo é esse aqui:
- Junte documentos necessários: passaporte ou RG, certificado de conclusão do ensino médio com apostila (traduzido), carta de motivação (para universidades particulares e algumas pós-graduações), comprovante de proficiência em espanhol (exigido para cursos nesse idioma ou pra alunos de países não hispanofalantes).
- Envie uma solicitação de admissão na universidade escolhida.
- Faça uma prova de admissão (nem todas as universidades ou cursos exigem).
- Tenha em mãos seu histórico escolar, muitas universidades costumam pedir.
- Se for se inscrever em um curso de instituição particular, depois de ser aceito terá que pagar taxa de inscrição.
4- Solicite visto para estudar na Argentina
Todos os estrangeiros querendo estudar na Argentina por mais de três meses precisam tirar visto de estudante. Isso é feito no Consulado da República Argentina do seu local de residência e exige apresentar vários documentos. Tramite tudo com tempo, podem aprovar seu visto depois do começo de seu curso.
Tem dois tipos de visto que pode tramitar:
- Visto para estudantes não oficial: concedido por um prazo máximo de até um ano. Para estudantes estrangeiros participando de intercâmbios, programas de formação ou atividades financiadas por bolsas. Não precisam frequentar curso regular ou programa de graduação.
- Visto para estudantes de ensino oficial: para estrangeiros participando de programas acadêmicos formais oferecidos por instituições de ensino argentinas. Pensado para quem vai fazer parte de um programa educacional oficial, tipo curso de graduação, formação técnica ou estudos de nível médio. É concedido pelo tempo que durar o programa educacional ou o ciclo acadêmico.
5- Se mudando e começando os estudos na Argentina

Organizar uma mudança não é moleza. Busque um lugar pra morar com antecedência, não pegue a primeira opção. Cidades como Buenos Aires, Rosario e Córdoba são mais caras, não é? Muitos estudantes preferem dividir apê para economizar. Procure nos sites da Zonaprop, Argenprop e em grupos de facebook de aluguéis para estudantes.
Depois de se instalar e começar a estudar vai se acostumando com os costumes argentinos. Essa dica aqui você vai guardar para vida: o mate é o melhor companheiro de estudos; os argentinos adoram a vida social, sempre têm motivo para se juntar e passar um tempo com amigos; se reunir para estudar é sempre uma boa ideia. Aí, estudar na Argentina pode ser uma bem legal e ainda pode dar um up em seu CV em uma das melhores instituições da América Latina.
6- Turbine seu CV, voe na internet
Outra coisa para pensar antes de se mudar pra Argentina é como você será sua conexão a internet. Como estudante precisará de baixar materiais, participar de aulas em grupo, tramitar e usar o GPS até se acostumar com a nova cidade. Fechar com uma internet fera facilitará sua vida de estudante aqui.
A gente recomenda os planos mensais da Holafly. Você terá internet na Argentina desde o primeiro momento (e em outros 175 países). Se tiver a chance de conhecer países vizinhos da América Latina, não precisa mais contratar eSIM específico para cada destino.
Qual plano prefere? Depende de suas necessidades de conectividade. Aí, sempre pode cancelar ou mudar de assinatura. Com a Holafly também terá dados ilimitados com nosso eSIM para a Argentina. Acesse, selecione destino e contrate os dias que precisar, sem trocar de chip, sem pagar roaming.
Importante: caso seja um viajante frequente e quiser ficar sempre ligado sem se preocupar com tarifas de roaming caras ou buscar cartões SIM a cada novo destino os planos de assinatura Holafly são justamente o que procura. Utilizando apenas um eSIM, navegue na Internet em mais de 170 países por um valor flat e sem surpresas na fatura. Viaje sem limites e se ligue bem fácil e seguro! 🚀🌍

Estudando na Argentina para estrangeiros: validando diplomas
Estrangeiros estudando na Argentina precisam validar diplomas que tirados noa seus países de origem. Isso garante validade no sistema de ensino argentino. Considere isso para cursos de graduação ou pós-graduação. A gente sugere verificar se seu diploma é válido na Argentina enviando e-mail para valideznacional@educacion.gob.ar.
A burocracia para validar diplomas e cursos é feita na Dirección de Validez Nacional de Títulos y Estudios del Ministerio de Educación de la Nación. Apresente uma série de documentos: diploma original e cópia autenticada, tradução juramentada (se for preciso), currículo detalhado e carimbado pela universidade mais RG ou passaporte. Depois uma comissão acadêmica vai comparar sua formação com os padrões argentinos. Se houver diferenças podem pedir provas e matérias complementares. O processo pode levar vários meses, tramite com baita antecedência.
Dá para estudar online na Argentina para estrangeiros?
Pode estudar em universidades argentinas sem precisar se mudar para o país, no conforto de seu lar. Cursos e graduações online estão ganhando cada vez mais espaço. É só ter internet e vontade de aprender.
Nem todos os cursos estejam disponíveis na modalidade virtual mas tem baita opções interessantes para considerar:
- A UBA tem cursos de pós-graduação e extensões virtuais.
- A UTN (Universidade Tecnológica Nacional) tem cursos técnicos e tecnólogos online.
- A UP (Universidade de Palermo) tem mestrados, cursos de design, negócios e tecnologia 100% virtuais.
- Plataformas tipo edX ou Coursera têm cursos certificados por universidades argentinas.
Estudar assim tem suas vantagens. Você economiza com mudança e a moradia, ajusta seus horários de estudo de acordo com o seu país. A desvantagem é que não terá o intercâmbio cultural que a modalidade presencial oferece. Vai faltar o contato com seus colegas, o que muitas vezes é uma das partes mais enriquecedoras de estudar no exterior. Mais, a oferta acadêmica online é menor.
Quanto custa estudar na Argentina para estrangeiros?
O custo de vida na Argentina para estudantes estrangeiros pode ser irado. Tudo depende de onde fica sua universidade, tipo de moradia que escolhe, de como usa sua grana. Vale lembrar que a vida de estudante pode ser muito tentadora… a oferta de lazer e gastronomia do país é top. Em cidades tipo Córdoba, Buenos Aires ou Rosario sempre vai ter algo para fazer. Faça uma planilha mensal de gastos, separe uma grana para lazer e rolês.
Saiba alguns custos de estudar na Argentina:
- Gastos de matrícula e mensalidade de universidades particulares: os valores variam entre cada instituição. A média será de US$ 300 a 600 dólares por mês para maioria dos cursos de graduação e pós-graduação. Tem o custo da matrícula inicial, paga uma vez por ano (no início do ano letivo) e corresponde ao valor de uma mensalidade. Considere também gastos extras como material de estudo e taxas de exame (mais uns US$ 100 dólares, aproximadamente).
- Moradia: Buenos Aires, Córdoba, Rosario, Bariloche ou Mendoza estão entre as cidades mais caras do país. Quanto mais turística a cidade, mais cara será, valeu? Um apê de um quarto em uma área central em Buenos Aires pode custar entre US$ 400 e 700 dólares por mês. Em cidades como Rosario, Córdoba ou Mendoza, o mesmo tipo de moradia pode custar entre US$ 300 e 500 dólares. Busque também repúblicas estudantis ou quitinetes, têm preços mais camaradas.
- Alimentação: o custo dos alimentos é alto, mas tem várias formas de economizar. Combine com colegas de para fazer compras no atacado e aproveite aplicativos com baita descontos em compras online, em lojas ou supermercados. Abra conta bancária para juntar ao aplicativo, mesmo que não seja obrigatório em todos eles (tipo no Naranja X). Aproveite os menus acadêmicos, com preços mais camaradas.
- Transporte: os gastos com transporte são baixos comparados com os do Chile, por exemplo. A gente sugere tirar um cartão SUBE (Sistema Único de Boleto Eletrônico, literalmente), a forma de pagamento mais popular para o transporte público na Argentina. Ele permite pagar viagens de ônibus, metrô, trem e outros transportes em todo o país. É válido para todas as cidades argentinas operando com SUBE tipo Buenos Aires, Córdoba, Mendoza e outras.
- Plano de saúde: ficou sabendo que é novo requisito para entrar na Argentina. A gente recomenda contratar particular, mesmo saindo caro. Tem muitos hospitais públicos aqui mas sempre estão lotados ou com filas gigantes para consultas e exames.
Aí… mesmo que o custo de vida na Argentina tenha ficado mais caro para estrangeiros, ainda é bem mais barato que outros destinos do mundo. Estudantes precisarão de uns US$ 2.000 dólares por mês para cobrir gastos e viver numa boa.
Perguntas frequentes sobre estudar na Argentina para estrangeiros
Não, depende de quanto tempo você vai estudar. Para cursos de menos de três meses não precisa. Para cursos mais longos deve solicitar visto de estudante.
Não. A maioria dos cursos são em espanhol LATAM. Algumas universidades podem exigir nível B1/B2 certificado (tipo DELE ou SIELE; as provas têm espanhol europeu e LATAM na partes de escuta e leitura) para não hispanofalantes. Também tem opções em inglês em pós-graduações de universidades particulares.
Deve legalizar e apostilar seu diploma no seu país, traduzir para espanhol com tradução juramentada e apresentar no Ministério da Educação argentino. O processo leva de 6 meses a 2 anos. Custa uns US$ 150 dólares.
Pode sim. Com visto de estudante pode trabalhar até 20 horas por semana, com autorização da Diretoria Nacional de Migrações. Busque empregos em turismo, ensino de idiomas ou no setor tech.
A moradia nas grandes cidades argentinas pode sair cara. Tem opções para economizar tipo repúblicas universitárias e aluguéis compartilhados em áreas tipo Palermo (Buenos Aires) ou Nueva Córdoba (Córdoba capital).
Nenhum resultado encontrado